libertário (e) ou {x} libertino?

Público, atores, luzes e toda aquela “parafernalha”, aqui sem qualquer conotação pejorativa. E depois deste início, beirando a cafonice, não vou escapar do clichê pra dizer logo: “o espetáculo já vai começar…” e começa: logo mostrando o conteúdo que vai permear tantos bons minutos da sua madrugada…

A platéia só se surpreenderia com tal assunto, caso…aparecesse por ali desavisada…pega mesmo de surpresa geralmente pelo convite repentino do amigo – o que acabaria lhe impedindo de saber mais sobre, ou de obter qualquer informação. Caso não seja esse o caso…nada te surpreenderá tanto assim!

Assunto “provocador”? Sim…daqueles de botar em prática o significado, ao pé da letra, desta palavra: “fazer uma causa ter um efeito; estimular a ação de um indivíduo; de contribuir diretamente em um acontecimento.” Diante da receita é só acrescentar o texto de Marquês de Sade, uma alcova e está pronta a filosofia.

Mas cuidado! O ato reflexivo pode ser chocante e fatal…é possível ouvir o estalar da inquietação nos assentos. Não é incomum perceber o cara do lado se levantando…e menos ainda notar que ele não é o único a fazer isso. Depois disso, me sobra a indagação: “Porque a libertinagem choca tanto?” 

E olha que a libertinagem não aparece ali, em cena, despida do senso crítico da realidade…como se apregoa por aí. Pelo contrário, talvez seja mesmo o excesso de crítica aos “bons costumes” o grande responsável pelo choque. Afinal de contas, “viver nos prazeres e delícias de tudo aquilo que o mundo pode oferecer” será ruim porque? 

Passado algum tempo, quando a nudez já não desconforta, e até estimula a interação público-espetáculo…a aprendiz de libertina, depois de provar o “doce veneno”, segue pelo mundo…deixando a dúvida: Tornou-se ela, de fato, uma libertina? Ou retrocedeu do caminho que lhe parecia tão libertário?

Ora, se o libertário é tão somente o que luta pela liberdade absoluta isso faz dele um libertino? Seria a libertinagem também um modo de exprimir tal liberdade com algum fundamento crítico? Logo, só não tente responder qualquer questão sem antes assistir “A Filosofia na Alcova” no Espaço dos Satyros 2 que fica na Pça. Franklin Roosevelt, 134. O espetáculo segue em cartaz até 18 de dezembro sempre aos sábados, às 23h59. O texto e a direção ficam por conta de Rodolfo Garcia Vázquez. Porque vale a pena se “despir” dos bons costumes. E se você estiver bem resolvido mesmo…quem sabe até não sinta o desejo de provar um bocado dessa receita!

+Versões

Kate Nash / I’m not gonna teach your boyfriend how to dance with you

Black Kids / I’m not gonna teach your boyfriend how to dance with you

 

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