O que a TV (ou a ausência dela) me proporciona, às vezes, …
…é prazer de, com apenas uma resposta, conseguir calar um operador de telemarketing, por exemplo!
Não que eu tenha nada contra a classe, muito pelo contrário, já fui operária padrão: “O motivo do meu contato é para lhe informar o aumento do seu limite de crédito no banco Santander/Banespa” e blá, blá, blá…e nós eramos (eles são) insistentes, mas enquanto estão falando com você tenha certeza de que estão pensando: “ai, tomara que ela me deixe ao menos terminar o script” rsrsrsrs.
Fato é que, eu, nem mesmo nos meus tempos de formiga operária, imaginaria que alguém encerraria tão rápido uma ligação desse tipo. A grande vantagem pra mim apenas, neste caso, é que desta vez eu estava do lado de cá.
Há três meses, mais ou menos, estou sem telefone fixo aqui em casa. O motivo? Quer mesmo saber? Vai lá, negligência…ou qualquer outro sinônimo. Em meio a vida frenética confesso: estava sem saco e tempo pra correr atrás disso. E voltar de férias é como ano novo. Vem aquele monte de promessas pra mudar certos hábitos. A missão era resolver isso. Ela foi bem sucedida. Mas pouca gente sabia bem da existência desse telefone no meu apartamento. Por isso, mesmo depois de religar a linha…ele deve ter tocado, …hum…deixe me ver…duas vezes. Pelo menos enquanto estive aqui.
Na primeira: serviço de caixa postal
Na segunda:
- Alô?
- Sim, sou eu. Quem gostaria?
- Meu nome é Flávio, eu sou da Embratel tudo bem?
- Tudo bem, Flávio e com você?
- Tudo bem também. Sra. Lívia, a Sra. tem televisão a cabo?
- Não querido, eu não tenho nem televisão em casa.
(telefone no gancho…sobrou só o “tu-tu-tu-tu-tu-tu-tu)
A trilha: Lykke Li / Dance Dance Dance
